A parceria entre os governos federal e de Sergipe tem impulsionado projetos estratégicos para a economia estadual, com destaque para a retomada da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) e os investimentos da Petrobras na exploração de petróleo e gás natural. As iniciativas são apontadas pelo governador Fábio Mitidieri como parte de um novo ciclo de desenvolvimento, com potencial para ampliar a atividade industrial, gerar empregos e atrair negócios para o estado.
Um dos principais projetos é o Sergipe Águas Profundas (Seap), que integra o plano de investimentos da Petrobras e prevê a exploração de petróleo e gás na Bacia Sergipe-Alagoas. O pacote anunciado pela estatal soma R$ 72,5 bilhões, enquanto projeções da Fundação Getulio Vargas (FGV) indicam que o empreendimento poderá gerar cerca de 397 mil empregos diretos e indiretos ao longo de 30 anos e acrescentar R$ 75,5 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) sergipano. Os números são estimativas para o período, e não representam vagas imediatas.
A retomada da Fafen também marca uma etapa importante para a indústria de Sergipe após anos de paralisações e mudanças na operação. A Petrobras anunciou a hibernação da unidade em 2018, ainda no governo Michel Temer, e suspendeu as atividades em fevereiro de 2019, durante o governo Jair Bolsonaro. No fim daquele ano, a fábrica foi arrendada à iniciativa privada e passou a ser operada pelo grupo Unigel, que retomou a produção em 2021.
A unidade voltou a interromper as atividades em março de 2024, quando a Unigel alegou inviabilidade econômica. Em 2025, a Petrobras acertou o encerramento antecipado do arrendamento e iniciou o processo para contratar uma nova operadora. A produção de amônia foi retomada em 31 de dezembro de 2025, com a Engeman responsável pela operação e a Petrobras pela atividade comercial.
Com capacidade instalada para produzir 1,8 mil toneladas de ureia por dia, a Fafen é considerada estratégica para a cadeia de fertilizantes, com reflexos sobre a indústria e o agronegócio. Sua reativação também abre perspectivas para a contratação de trabalhadores e fornecedores, além de movimentar atividades ligadas à logística e aos serviços industriais. O retorno da Fafen já gerou mais de 2 mil empregos com carteira assinada.
A articulação entre o governo de Sergipe e o governo federal busca ampliar os efeitos desses empreendimentos sobre a economia local. Enquanto o projeto Sergipe Águas Profundas representa uma aposta na expansão da produção de petróleo e gás, a retomada da fábrica fortalece a perspectiva de recuperação da atividade industrial.
*Com informações Secom
Fonte: AJN1