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Acompanhamento oftalmológico na infância ajuda a identificar problemas de visão

Oftalmopediatra do Hospital de Olhos de Sergipe alerta para sinais que podem passar despercebidos e explica quando levar as crianças ao oftalmologista

No mês em que se comemora o Dia das Crianças, a saúde ocular na infância ganha destaque. O acompanhamento oftalmológico desde os primeiros meses de vida é importante para identificar alterações que podem comprometer o desenvolvimento visual e, em alguns casos, causar perdas permanentes de visão. Algumas condições evoluem sem sinais perceptíveis para os pais, o que reforça a importância das consultas preventivas, mesmo quando a criança não apresenta queixas.

“A visão não nasce completamente formada. Ela se desenvolve ao longo da infância, e precisamos identificar possíveis alterações dentro desse período para ter melhores resultados com o tratamento. Muitas vezes, a criança acredita que enxerga normalmente porque nunca conheceu outra realidade visual. Quando percebemos o problema mais tarde, podemos já não conseguir recuperar totalmente a visão”, explica a médica oftalmologista Juliana Araújo, especialista em Oftalmopediatria do Hospital de Olhos de Sergipe (HOS).

Entre as condições que podem passar despercebidas estão a ambliopia, conhecida como “olho preguiçoso”, e o estrabismo, caracterizado pelo desalinhamento dos olhos. A ambliopia ocorre quando a visão de um dos olhos não se desenvolve adequadamente. Isso pode acontecer, por exemplo, quando a criança apresenta graus diferentes entre os olhos e consegue enxergar bem com apenas um deles.

“O estrabismo também pode levar à ambliopia, porque o cérebro passa a dar preferência à imagem de um olho e deixa de estimular adequadamente o outro. Existem casos em que o desvio é muito discreto e não é percebido em casa. Por isso, a avaliação com o oftalmologista é importante mesmo quando os pais não identificam nenhuma alteração”, alerta a especialista.

Sinais que merecem atenção

Franzir a testa ou apertar os olhos para enxergar, aproximar-se muito de livros e telas e apresentar dificuldades no desempenho escolar são alguns dos sinais que merecem atenção dos pais. A necessidade de se levantar frequentemente para ver o quadro ou copiar as atividades dos colegas também pode indicar uma dificuldade visual. Esses comportamentos, isoladamente, não confirmam um problema de visão, mas indicam a necessidade de avaliação oftalmológica.

A consulta também permite identificar doenças como catarata congênita, glaucoma congênito e retinoblastoma, um tipo de câncer ocular que acomete principalmente crianças. Um dos sinais de alerta é a leucocoria, caracterizada pelo reflexo branco na pupila.

“Quanto mais cedo identificamos determinadas doenças, maiores podem ser as possibilidades de tratamento. No caso da catarata congênita, por exemplo, a intervenção nos primeiros meses de vida pode favorecer o desenvolvimento visual. Já o reflexo branco na pupila e o aparecimento de estrabismo precisam ser investigados, pois podem estar associados a doenças importantes”, destaca a oftalmopediatra.

Miopia na infância

Outro ponto de atenção é o aumento dos casos de miopia na infância. Segundo a médica, o excesso de atividades que exigem visão de perto, associado à pouca exposição à luz natural e à redução das brincadeiras ao ar livre, está relacionado ao risco de desenvolvimento e progressão da condição.

“A orientação é equilibrar as atividades de perto com momentos ao ar livre e evitar que as telas, especialmente o celular, sejam a principal forma de entretenimento da criança. A miopia não exige atenção apenas pelo uso de óculos: graus elevados aumentam o risco de complicações oculares na vida adulta, como descolamento de retina e glaucoma. Hoje, temos estratégias para controlar a progressão, mas a indicação depende de avaliação individualizada e acompanhamento regular”, orienta.

Quando levar a criança ao oftalmologista?

O teste do olhinho, realizado ainda na fase neonatal, é uma triagem importante, mas não substitui a consulta oftalmológica completa. A recomendação apresentada pela oftalmopediatra Juliana Araújo é que a primeira avaliação com oftalmologista ocorra no primeiro ano de vida, com nova consulta entre dois e três anos e acompanhamento anual a partir dos cinco anos. A frequência pode ser ajustada conforme o histórico familiar e as condições de cada criança.

“Crianças com miopia, por exemplo, podem precisar de consultas a cada seis meses para acompanhar a evolução do grau e avaliar a necessidade de tratamento para controlar sua progressão. Já as crianças com alergias oculares e coceira frequente também precisam de atenção, porque o hábito de coçar os olhos pode favorecer o desenvolvimento do ceratocone, uma doença que altera o formato e a espessura da córnea”, finaliza.

Sobre o HOS

Com 40 anos de atuação, o Hospital de Olhos de Sergipe (HOS) é referência em oftalmologia no estado e conta atualmente com quatro unidades de atendimento: três em Aracaju, nos bairros Jardins, São José e Centro, e uma no município de Lagarto, ampliando o acesso à saúde ocular em diferentes regiões.

Com corpo clínico altamente qualificado e especialistas em diversas subespecialidades, o HOS alia experiência médica à tecnologia de ponta para a realização de exames, diagnósticos e procedimentos cirúrgicos com segurança e precisão. A instituição também dispõe de um centro especializado em adaptação de lentes de contato e atende mais de 30 convênios de saúde, reforçando seu compromisso com um atendimento acessível e de excelência.

Para mais informações, acesse hosergipe.com.br ou entre em contato pelo telefone (79) 3212 0800.

Texto e foto NV Assessoria

 

Fonte: Faxaju

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