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SMS reforça vigilância contra sarampo e destaca importância da vacinação

Diante do alerta emitido pelo Ministério da Saúde sobre o aumento de casos de sarampo nos Estados Unidos e em outros países da América Latina, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) reforçou as ações de vigilância epidemiológica e incentivo à vacinação na capital. A estratégia busca prevenir a circulação do vírus e conscientizar a população sobre a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada, principal medida de proteção contra a doença. Atualmente, a capital apresenta 92% de cobertura vacinal, aproximando-se da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde.

Seguindo as orientações sanitárias federais, a rede municipal intensificou o acompanhamento de pessoas que chegam à capital ou se deslocam para regiões com registros confirmados da doença, especialmente São Paulo. O trabalho envolve o monitoramento de viajantes, a identificação de possíveis sintomas e a verificação da situação vacinal, além da mobilização das 45 Unidades de Saúde da Família (USFs) para ampliar o acesso à imunização.

De acordo com a gerente de Imunização da SMS, Aizla Carolainy Silva, o fluxo de passageiros que entram e saem de Aracaju exige atenção permanente das equipes de saúde. O acompanhamento ocorre a partir da comunicação entre aeroportos, Ministério da Saúde e secretarias municipais, permitindo monitorar possíveis exposições ao vírus durante o período de incubação da doença e posteriormente.

“Aracaju é uma cidade com um fluxo muito grande de pessoas vindas de outros estados e também do exterior. Por isso, intensificamos o monitoramento, principalmente dos passageiros que viajam para São Paulo ou retornam de lá, considerando os casos já confirmados no estado. Fazemos esse acompanhamento para identificar possíveis sintomas, situações de exposição ao risco e verificar se essas pessoas estão vacinadas. Até o momento, Aracaju não possui nenhum caso confirmado de sarampo, o que é um ponto muito positivo e demonstra a efetividade das ações realizadas”, destacou.

Além da vigilância epidemiológica, a SMS mantém uma programação contínua de vacinação, com monitoramento das 45 USFs de segunda a sexta-feira e atividades extramuros para alcançar diferentes públicos. Entre as estratégias desenvolvidas estão ações em hospitais, clínicas, empresas e instituições de ensino, incluindo escolas públicas, por meio do Programa Saúde na Escola (PSE), e unidades particulares.

“O setor de imunização trabalha com ações praticamente 24 horas por dia. Mantemos o acompanhamento das unidades, realizamos atividades em diferentes espaços e conseguimos alcançar 100% dos profissionais das unidades hospitalares, clínicas e demais estabelecimentos de saúde de Aracaju. Nosso objetivo é captar todos os públicos e oferecer não apenas a atualização da vacina contra o sarampo, mas também dos demais imunizantes”, explicou Aizla.

Atualmente, a capital registra 92% de cobertura vacinal, índice próximo dos 95% considerados ideais pelo Ministério da Saúde. “Estamos próximos de atingir a meta de cobertura vacinal, mas ainda enfrentamos desafios, mesmo com todo o trabalho de conscientização, busca ativa e captação dos pacientes. As unidades também realizam visitas domiciliares e ações porta a porta. Existe uma pequena parcela da população que ainda apresenta resistência à vacinação e, embora seja um público reduzido, isso faz diferença quando analisamos os índices de cobertura”, ressaltou.

Quem deve se vacinar?

Disponibilizadas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), as vacinas tríplice viral e tetra viral integram as estratégias de prevenção contra o sarampo. A atenção da rede municipal está voltada especialmente às crianças, consideradas mais suscetíveis ao desenvolvimento de formas graves da doença.

Conforme o calendário de vacinação, a primeira dose é administrada aos 12 meses de idade, com a tríplice viral, enquanto a segunda é aplicada aos 15 meses, com a tetra viral. Diante do alerta sanitário, a SMS também reforçou a orientação para que pais e responsáveis por bebês menores de um ano, com viagens programadas, procurem uma unidade de saúde para avaliar a antecipação da imunização.

“Nossa maior preocupação são as crianças, porque elas são mais suscetíveis ao contato com o vírus e ao desenvolvimento de formas graves da doença. Com o alerta do Ministério da Saúde, passamos a conscientizar principalmente as famílias com viagens programadas sobre a necessidade de procurar as unidades para antecipar a primeira dose da vacina, quando indicado”, explicou a gerente.

A estratégia contempla ainda a atualização da caderneta de outros grupos, conforme as recomendações do Ministério da Saúde: Crianças e adultos de 1 a 29 anos devem comprovar duas doses da vacina tríplice viral; Pessoas de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma dose registrada; Profissionais de saúde, independentemente da idade ou função exercida, devem comprovar duas doses da tríplice viral.

Sintomas e riscos do sarampo

Altamente contagioso, o sarampo exige atenção também pela semelhança de seus sintomas iniciais com os de outras infecções virais. Febre, coriza, indisposição, falta de apetite, vermelhidão nos olhos e dores no corpo estão entre as primeiras manifestações, o que pode dificultar a identificação imediata da doença e favorecer sua transmissão.

Segundo Aizla Carolainy, o risco está justamente na possibilidade de uma pessoa infectada transmitir o vírus antes mesmo de reconhecer os sinais mais característicos do sarampo. A transmissão pode ocorrer por meio de secreções respiratórias eliminadas ao tossir, espirrar ou falar.

“O sarampo é uma doença que pode ser facilmente confundida com uma gripe comum, porque os primeiros sintomas são muito semelhantes. Nossa preocupação é que a pessoa pode estar infectada, não saber e acabar transmitindo o vírus para outras pessoas. As manchas avermelhadas, que são o sinal mais clássico, começam pelo rosto, atrás das orelhas, e depois se espalham pelo corpo. Até que elas apareçam, o paciente já pode ter transmitido a doença sem saber”, alertou.

Diante de sintomas gripais ou suspeita de infecção, a recomendação é adotar medidas preventivas e procurar atendimento em uma Unidade de Saúde da Família. “Orientamos que o paciente com sintomas gripais utilize máscara ao procurar a unidade de saúde e também durante o contato com familiares. A lavagem das mãos é outra medida importante. Pedimos que todos tragam um documento com foto e a caderneta de vacinação, mas, caso não tenham o cartão, podemos fazer a conferência no sistema. Na ausência de comprovação das doses, realizamos a atualização vacinal”, esclareceu.

Orientação e acolhimento nas unidades de saúde

Nas 45 Unidades de Saúde da Família de Aracaju, o trabalho de incentivo à vacinação também acontece durante os atendimentos de rotina, por meio da orientação aos usuários e da conferência das cadernetas. Na USF Dona Sinhazinha, localizada no bairro Grageru, as equipes aproveitam o contato diário com as famílias para reforçar a importância da imunização, especialmente entre mães e responsáveis por crianças pequenas.

A técnica de enfermagem Ana Rute Santos de Jesus destaca que o diálogo é uma das principais ferramentas para conscientizar a população. “Estamos sempre conversando com as mães e os responsáveis sobre a importância de manter a vacinação das crianças em dia. Durante os atendimentos, conferimos a caderneta, orientamos sobre as próximas doses e reforçamos os cuidados necessários. Também explicamos sobre a dose zero, para que as famílias saibam quando procurar a unidade e recebam a orientação adequada”, destacou.

A preocupação com a proteção desde os primeiros meses de vida também faz parte da rotina do engenheiro civil Matheus de Sousa Miranda e da esposa, Micaela. O casal levou a filha Maria Laura, de dois meses e três dias, à USF Sinhazinha para receber as vacinas previstas para essa faixa etária.

Embora a pequena ainda não tenha idade para receber as doses regulares contra o sarampo, os pais garantem que pretendem seguir todo o calendário de imunização, incluindo as vacinas que protegem contra o sarampo. “Acho muito importante a vacinação para que ela tenha uma vida saudável e esteja protegida contra os vírus. Já aplicamos as vacinas de recém-nascida, agora viemos para as de dois meses e vamos continuar com todas as próximas doses para garantir a proteção dela”, concluiu Matheus.

Fonte: AJN1

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