A investigação sobre a morte de Flávia Barros ganhou um novo desdobramento nesta terça-feira (26). Durante coletiva, o Ministério Público de Sergipe (MP-SE) apresentou detalhes da apuração do feminicídio e afirmou que o policial penal baiano Tiago Sóstenes Miranda de Matos, investigado pelo crime, não tentou tirar a própria vida após os disparos, hipótese que chegou a ser cogitada no início do caso.
Segundo o Ministério Público, análises técnicas apontam que os ferimentos apresentados por Tiago teriam sido causados por fragmentos dos disparos efetuados dentro do quarto do hotel, descartando a tese de tentativa de suicídio.
Esquema pericial mostra a disposição dos vestígios no ambiente —Foto: Anderson Barbosa/TV Sergipe
Durante a apresentação, o órgão também divulgou imagens que passaram a integrar o conjunto de provas da investigação. Os registros mostram a chegada de Flávia Barros e Tiago Sóstenes ao hotel, além da movimentação antes do crime. Conforme o MP, os vídeos ajudaram a reconstituir a dinâmica dos fatos e os momentos que antecederam o feminicídio.
Ainda de acordo com a investigação, materiais periciais, imagens de câmeras de segurança e outros elementos coletados foram utilizados para entender a sequência dos acontecimentos ocorridos no dia 22 de março.
Flávia Barros foi morta a tiros em um hotel no bairro Atalaia, em Aracaju. Após o crime, Tiago Sóstenes foi encontrado ferido no local e encaminhado ao Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). Depois de receber alta médica, ele foi preso e levado ao Presídio Militar (Presmil), onde permanece à disposição da Justiça.
Veja o vídeo da chegada de Flávia Barros e Tiago Sóstenes ao hotel:
https://www.instagram.com/reel/DYz6bvTxj0M/?igsh=MXRxNjF6OGwxcDd0Yw==
Fonte: ROA Acontece