Por Barroso Guimarães
O coordenador de Planejamento e Gestão Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe, Marcelo Gerard, destacou que a Justiça Eleitoral já está em plena execução do planejamento para as eleições de 2026, seguindo rigorosamente o calendário definido pelo Tribunal Superior Eleitoral. Segundo ele, o objetivo é assegurar um processo “seguro, transparente e eficiente”, garantindo tranquilidade ao eleitor sergipano.
Durante entrevista ao jornalista Barroso Guimarães, no programa A Hora da Notícia, da Aperipê FM, Gerard explicou que a preparação envolve desde a organização logística até o treinamento das equipes e o enfrentamento à desinformação — um dos principais desafios do próximo pleito.
Um dos pontos de atenção para 2026 é o uso mais amplo da inteligência artificial no contexto eleitoral. De acordo com o coordenador, novas normas estão sendo implementadas para obrigar a identificação de conteúdos produzidos por IA, evitando que materiais manipulados confundam o eleitor ou distorçam o debate público.
No combate às fake news, Gerard ressaltou a atuação conjunta da Justiça Eleitoral, partidos políticos e Ministério Público. Ele alertou que a disseminação de informações falsas pode gerar consequências legais severas, incluindo multas elevadas e até prisão. “Não importa se a divulgação ocorre em redes abertas ou em grupos fechados de WhatsApp: quem cria ou compartilha conteúdo falso pode ser responsabilizado”, enfatizou.
Sobre a segurança do sistema de votação, o representante do TRE-SE reforçou que a urna eletrônica não é conectada à internet e opera com múltiplas camadas de proteção. Além disso, passa por auditorias antes, durante e após as eleições. Ele destacou ainda a importância do boletim de urna, documento que permite a conferência pública dos votos registrados em cada seção.
Gerard atribuiu parte das desconfianças sobre o sistema eleitoral ao desconhecimento do funcionamento das urnas. Segundo ele, mais de 24 mil mesários são treinados em Sergipe para operar o sistema e acompanhar todo o processo de votação, o que reforça a transparência. “Se houvesse qualquer irregularidade, seria prontamente identificada por quem está diretamente envolvido”, afirmou.
O coordenador também chamou atenção para erros comuns cometidos por eleitores, como digitar números no campo incorreto, o que pode gerar confusão na hora do voto. Ele reforçou que o uso da “cola eleitoral” é uma prática simples que contribui para agilizar a votação e evitar equívocos.
Por fim, Gerard destacou a importância do planejamento estratégico para reduzir riscos operacionais e garantir respostas rápidas a eventuais problemas técnicos. Ele reforçou ainda que a participação consciente do eleitor — tanto no momento do voto quanto na fiscalização do processo — é fundamental para a integridade das eleições.