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Festival em alusão à luta antimanicomial promove debate sobre saúde mental e inclusão em Aracaju

O dia 18 de maio marca a luta antimanicomial no Brasil, movimento que defende um tratamento mais humanizado para pessoas com sofrimento psíquico, combatendo o preconceito, o isolamento e a exclusão social. Em Aracaju, a data será celebrada com um festival cultural voltado à conscientização sobre saúde mental, reunindo atividades terapêuticas, culturais e educativas abertas ao público.

A organizadora do evento, Kelly Coutinho, explicou durante entrevista ao jornalista Barroso Guimarães, no programa A Hora da Notícia, da Aperipê FM, que a luta antimanicomial surgiu no Brasil nos anos 1970 e foi consolidada em 18 de maio de 1986. Segundo ela, o movimento busca garantir dignidade e acolhimento às pessoas com transtornos mentais, substituindo práticas antigas de internação prolongada e tratamentos considerados abusivos.

Kelly destacou que, ao longo dos anos, houve avanços importantes no cuidado em saúde mental, especialmente com a criação dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e o fortalecimento do atendimento multidisciplinar, envolvendo médicos, psicólogos, familiares e a comunidade.
Durante a entrevista, ela ressaltou ainda que o preconceito contra o tratamento psiquiátrico diminuiu nos últimos anos, principalmente após a pandemia da Covid-19, período em que muitas pessoas passaram a buscar apoio psicológico e psiquiátrico. “O psiquiatra é um médico que cuida da saúde mental. Hoje entendemos que mente e corpo estão interligados”, afirmou.

A organizadora também chamou atenção para a importância do acompanhamento psicológico e psiquiátrico desde a infância, quando necessário. Transtornos como TDAH, ansiedade, insônia e dificuldades comportamentais podem ser identificados ainda na fase infantil, permitindo um tratamento mais adequado e melhor qualidade de vida ao longo do desenvolvimento.

Outro ponto abordado foi o papel da família no processo terapêutico. Segundo Kelly, a participação familiar é fundamental para o sucesso do tratamento e para evitar situações de exclusão e agravamento emocional. Ela destacou que muitas vezes a falta de compreensão dentro do ambiente familiar pode contribuir para crises e sofrimento psíquico.

O festival acontecerá no próximo dia 18 de maio, a partir das 15h, na praça do Conjunto Sol Nascente, em Aracaju. A programação contará com aula de yoga, musicoterapia, apresentações teatrais, orientações sobre saúde mental, além de atividades recreativas para crianças, como pula-pula, pipoca e algodão doce.

De acordo com Kelly Coutinho, o objetivo é aproximar a população do debate sobre saúde mental e mostrar que pessoas em tratamento psiquiátrico podem conviver socialmente, trabalhar e levar uma vida normal quando recebem acompanhamento adequado.

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