Os presidentes da Câmara, Hugo Motta, (Republicanos-PB) e do Senado, Davi Alcolumbre (União), ampliaram as chances de manter a presidência das duas casas com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apontam aliados.
Com 121 deputados federais eleitos e uma bancada que deve chegar a 30 senadores, o PL (Partido Liberal) almeja a cúpula do Congresso Nacional e apostava na vitória de Flávio Bolsonaro (PL) para atrair o apoio de partidos do Centrão.
Se apostava, neste cenário, em um acordo para a sigla bolsonarista ficar com o comando de uma das Casas, com preferência para o Senado, e negociar a Câmara com o Centrão.
Do primeiro para o segundo turno, siglas como a federação União-Progressista e o Republicanos desceram do muro da neutralidade e apoiaram o senador. O PSD, que teve Ronaldo Caiado como candidato à Presidência, também virou a chave para o lado de Flávio.
Com a derrota de Flávio, Davi e Hugo se fortalecem junto aos partidos e ganham reforço com o empenho da esquerda na articulação porque ambos estiveram ao lado de Lula ao longo da eleição e trabalharam para entregar votações importantes para o petista na reta final, como o fim da jornada 6×1 e o pacote para os MEIs (Microempreendedor Individual).
Hugo Motta já soma apoio de 12 partidos que, juntos, terão 273 cadeiras na Câmara. Ou seja, já têm maioria para ser reeleito.
Aliados de Hugo veem o deputado como uma peça-chave para Lula governar e apontam a característica de perfil moderado do parlamentar e a interlocução com os dois lados para aprovar matérias de interesse do Planalto.
No Senado, a vida de Alcolumbre é mais complexa, mas aliados afirmam que as chances de uma reeleição aumentaram consideravelmente.
Para se eleger, Davi precisará se reafirmar como a principal liderança de seu grupo político, que estava prestes a pular do barco se Flávio vencesse.
Passado o baque da liderança de Flávio no 1º turno, pessoas próximas de Davi relatavam que a única chance de ele se reeleger seria se Lula ganhasse.
Lula ganhou e agora Davi faz as contas para chegar aos 41 votos para fazer frente à expressiva bancada do PL do líder da oposição, Rogério Marinho, que almeja o posto maior do Senado.
Caso emplaque a continuidade dos dois aliados na Cúpula do Congresso, Lula tem chances de diminuir os efeitos de um legislativo à direita que ameaça inviabilizar propostas de seu governo.
Fonte: AJN1