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OpenAI escolhe Brasil como primeiro país das Américas para abertura de escritório fora dos EUA

O primeiro escritório da OpenAI, dona do ChatGPT, na América fora dos Estados Unidos será no Brasil. A escolha ocorreu pelo rápido crescimento do uso da plataforma no país, onde os usuários enviam cerca de 215 milhões de mensagens por dia.

O Brasil se consolidou como o terceiro maior mercado do ChatGPT no mundo em número de usuários ativos. Além disso, a divisão de serviços para grandes empresas registrou um crescimento de cinco vezes no mercado brasileiro no último ano.

OpenAI no Brasil: acordos locais e planos de expansão

Para reforçar sua presença, a companhia fechou parcerias com diferentes setores nacionais. Na área de educação, estudantes e professores do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) terão acesso às ferramentas da empresa. Em pesquisa e saúde, a OpenAI financia estudos do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e avalia o uso de IA na gestão de dados do Sistema Único de Saúde (SUS) junto ao Hospital das Clínicas da USP.

A estratégia inclui alianças com a gestão pública e o setor privado. Uma carta de intenções foi assinada com a Prodam (Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Município de São Paulo) para incentivar o uso responsável de IA na Prefeitura de São Paulo. Na área jurídica, a startup Enter oferecerá treinamento a advogados. O programa Estímulo capacitará pequenos empreendedores, enquanto o Nubank desenvolve um assistente bancário baseado na tecnologia da empresa.

O engajamento do país também motivou a ampliação dos investimentos. O Brasil ocupa o segundo lugar global em quantidade de desenvolvedores que usam a interface de programação da empresa. O mercado brasileiro é ainda o principal consumidor do Codex, ferramenta de auxílio à criação de códigos de programação, em toda a América Latina.

Durante o anúncio, executivos da OpenAI comentaram o cenário geopolítico e a relação com o governo norte-americano. O diretor de estratégia, Jason Kwon, minimizou o risco de eventuais restrições impostas pelos Estados Unidos ao acesso de modelos avançados no exterior. Segundo o executivo, garantir o uso amplo de IA atende aos interesses das próprias empresas e do governo norte-americano.

A empresa declarou estar aberta a conversas sobre a construção de um data center no Brasil, embora não tenha anunciado projetos concretos. Para conter possíveis abusos com desinformação, a OpenAI confirmou a aplicação de metadados para rastrear a origem de imagens geradas por IA e a possibilidade de criar listas de bloqueio para nomes específicos.

 

Fonte: AJN1

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