O Projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP), liderado pela Petrobras, tem potencial para promover uma transformação econômica sem precedentes no estado de Sergipe. Um estudo elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) estima que a iniciativa poderá gerar até 200 mil empregos diretos e indiretos e acrescentar cerca de R$ 53 bilhões em arrecadação tributária até 2035.
Além da criação de postos de trabalho, a expectativa é que o empreendimento injete aproximadamente R$ 37 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) sergipano ao longo da próxima década, consolidando o estado como uma das principais fronteiras da indústria de petróleo e gás no Brasil.
Com investimentos previstos em mais de R$ 70 bilhões, o projeto deve impactar diversos segmentos econômicos, como construção civil, logística, hotelaria, comércio, tecnologia, metalurgia e serviços especializados.
Segundo o levantamento do Dieese, os investimentos ligados à Petrobras estão distribuídos em três grandes áreas estratégicas:
-R$ 60 bilhões destinados ao Projeto Sergipe Águas Profundas;
-R$ 12,5 bilhões para o descomissionamento de plataformas em águas rasas;
-R$ 60 milhões para a retomada da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen).
A infraestrutura prevista para o SEAP inclui cerca de 400 quilômetros de gasodutos submarinos, responsáveis por conectar os poços localizados em águas ultraprofundas às unidades de processamento em terra.
Especialistas apontam que os impactos econômicos vão além da produção de petróleo e gás, alcançando cadeias produtivas ligadas à engenharia, fabricação de equipamentos, montagem industrial e transporte.
Setores além do petróleo devem ser beneficiados
Embora a exploração de petróleo seja o foco principal do projeto, o efeito econômico esperado deverá atingir diferentes áreas da economia sergipana.
Fonte: Terra
Fonte: AJN1