Por Barroso Guimarães
Idealizador da Divisão de Base de Árbitros de Futebol acredita que a adoção de um árbitro em cada tempo aumentaria o desempenho da arbitragem e a qualidade dos jogos.
O árbitro e idealizador da Divisão de Base de Árbitros de Futebol, Rildo Gois, apresentou uma proposta que, segundo ele, pode representar um avanço para a arbitragem e para o espetáculo do futebol. A sugestão é que as partidas passem a contar com dois árbitros de campo, sendo um responsável por todo o primeiro tempo e outro pelo segundo tempo.
Na avaliação de Rildo Gois, a medida permitiria que cada árbitro atuasse com maior intensidade física e concentração durante o período em que estivesse em campo, reduzindo o desgaste natural provocado pelos 90 minutos de jogo.
Para o árbitro, a mudança também elevaria o nível técnico das partidas. Segundo ele, cada profissional entraria em campo disposto a apresentar o melhor desempenho possível, o que poderia resultar em decisões mais precisas e maior controle disciplinar do jogo.
Rildo Gois destaca ainda que a proposta acompanha a evolução do futebol moderno, modalidade que exige cada vez mais preparo físico dos atletas e da equipe de arbitragem. Ele lembra que, em competições atuais, as equipes já contam com um número maior de substituições, inclusive podendo chegar a seis trocas em partidas com prorrogação, enquanto o árbitro permanece durante todo o confronto.
Outro ponto defendido por Gois é a valorização da categoria. Com dois árbitros atuando em cada partida, haveria mais oportunidades para profissionais de alto nível trabalharem em grandes competições, ampliando o reconhecimento e a experiência da arbitragem.
Ao citar a arbitragem brasileira, Rildo Gois lembrou que o país possui nomes preparados para atuar em eventos internacionais, como Rafael Claus, Ramon Abatti Abel e Wilton Pereira Sampaio, defendendo que profissionais desse nível poderiam integrar um modelo alternado de arbitragem.
Na visão do idealizador da proposta, a adoção de dois árbitros por partida pode gerar benefícios como menor desgaste físico, maior capacidade de tomada de decisão, redução da possibilidade de erros causados pelo cansaço e maior valorização dos profissionais da arbitragem.
Embora a ideia ainda não faça parte das regras oficiais do futebol, a proposta abre espaço para o debate sobre possíveis inovações na arbitragem, em um momento em que a tecnologia e novas ferramentas têm sido incorporadas ao esporte para tornar as partidas mais justas e dinâmicas.