Os preços de alimentação e bebidas caíram 0,67% em julho, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado nessa terça-feira (11). Foi o segundo mês seguido de taxa negativa (-0,24% em junho) e a deflação mais intensa desde julho de 2024 (-1%).
No mês passado, a inflação geral teve leve avanço de 0,07%, 0,09 ponto percentual (p.p.) abaixo dos 0,16% registrados em junho. No ano, o IPCA acumula alta de 3,44% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,44%, abaixo dos 4,64% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2025, a variação havia sido de 0,26%.
Em 12 meses, os preços de alimentação e bebidas subiram 3,40%, a menor taxa desde abril de 2026 (2,69%). Em julho, a inflação no domicílio caiu 1,14%, enquanto a fora do domicílio subiu 0,55%.
De acordo com o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, geralmente há um movimento sazonal de redução de preços alimentos em julho. “Muitos produtos in natura tiveram oferta maior, o clima ficou mais favorável em algum momento. E também pode ter menor pressão de demanda por férias”.
A maior pressão para baixo foi a do tomate, com queda de 29,09% e um impacto negativo de 0,10 ponto percentual na inflação de alimentação e bebidas. Também registraram recuos batata-inglesa (-19,59%), cenoura (-14,41%) e café moído (-2,45%). No lado das altas, destaque para leite longa vida (2,47%) e frutas (1,20%).
Já a alimentação fora do domicílio acelerou de 0,15% em junho para 0,55% em julho, com o lanche saindo de 0,13% para 0,76%, e a refeição de 0,15% para 0,42%, no mesmo período.
Fonte: AJN1