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Da cultura das batalhas de rap ao empreendedorismo musical, uma trajetória que abre caminhos para a nova geração.

Por Cyntia Menezes

Mais do que uma história de música, a trajetória de João Fávaro, conhecido artisticamente como TW O Procurado, é uma história de reinvenção, resistência e visão de mercado. São mais de duas décadas entre palcos, estúdios, festivais, batalhas de rap e bastidores da indústria musical.

Da experiência como artista à atuação como produtor, compositor, empresário e profissional de A&R, ele construiu conexões com diferentes gerações e movimentos da música brasileira.

Com passagens por importantes projetos e parcerias com artistas de diferentes estilos, TW também transformou experiência em empreendedorismo ao criar a É A True, que em 2026 inicia um novo capítulo com a proposta ÉATrue Nova Geração.

Nesta edição do Entre-Vistas, conversamos sobre os caminhos percorridos, os desafios de construir uma carreira na música independente, as transformações do mercado e o compromisso de abrir portas para novos talentos.

No programa de Ana Maria Braga

ENTREVISTA — TW O PROCURADO

Cyntia Menezes

Sua história na música começou ainda na adolescência, passou por bandas, festivais, grandes palcos e chegou ao universo do rap e da produção musical. Quando você olha para essa trajetória de mais de 20 anos, qual experiência considera decisiva para a construção do profissional e do artista que é hoje?

TW O Procurado —

Eu acredito que vivemos em uma sociedade em que, por mais que estejamos cercados de pessoas, muitas vezes nos sentimos muito sozinhos. E o João de 20 anos atrás encontrou na música uma forma de expressar suas ideias, desabafar seus sentimentos, exercitar a criatividade e trazer coisas novas. Naquela época, eu costumava dizer que queria ser contra aquilo que esperavam de mim.

As pessoas imaginavam que eu seria advogado ou seguiria uma carreira na área de vendas, mas a música foi a minha maneira de me rebelar contra essas expectativas. O que começou como uma forma de expressão acabou se tornando meu ganha-pão, meu maior sonho e, acima de tudo, minha vida.

Mas acredito que uma das decisões mais importantes para me tornar o profissional que sou hoje foi entender que amar a música não era suficiente. Eu precisava estudá-la, conhecer suas vertentes, compreender sua indústria e enxergar tudo o que existe por trás de um artista e de um projeto musical.

Esse conhecimento ampliou minha visão e me permitiu ir além da minha própria carreira. Hoje, consigo contribuir para o desenvolvimento de outros artistas, ajudando a estruturar carreiras, dar direção a projetos e encontrar caminhos para que diferentes talentos possam se desenvolver no mercado musical brasileiro.

Cyntia Menezes —

Você transitou por universos musicais bastante diferentes, dividindo espaços com bandas de rock, artistas do rap nacional e nomes de diferentes gerações. O que essa diversidade ensinou sobre música, comportamento, público e, principalmente, sobre respeito às diferentes cenas musicais?

TW O Procurado —

Eu acredito que sou uma das pessoas mais ecléticas que existem. Ouço rock, rap, trap, MPB, jazz, bossa nova, funk… Eu gosto de música boa! Para mim, o mais importante é a música feita com propósito, com sentimento e com o coração. Não acredito que a qualidade de uma obra esteja limitada ao gênero musical ao qual ela pertence.

Quando falamos sobre as diferentes cenas musicais, acho interessante olhar para a própria cena do rock, que foi onde cresci. Na minha adolescência, existia muito preconceito até dentro do próprio movimento. Quando eu tinha 12 anos, por exemplo, era possível alguém te parar na rua porque você estava usando uma camiseta do Iron Maiden e exigir que você tirasse a camiseta caso não soubesse responder perguntas sobre a banda ou sobre seus integrantes. Ou seja, até dentro de uma mesma cultura existia uma espécie de patrulha para decidir quem realmente pertencia àquele universo.

Com o passar do tempo, muita coisa mudou, mas o preconceito passou a atingir com muita força outras expressões culturais, especialmente o funk. Estamos falando de uma cultura urbana que surgiu nas periferias, dando voz ao cotidiano, às dificuldades e às vivências de uma parcela da população que historicamente teve pouco espaço para se expressar. Mesmo conquistando cada vez mais público e espaço na música brasileira, o funk precisou enfrentar e ainda enfrenta muita resistência.

Acredito que precisamos nos unir muito mais. Existem tantas coisas importantes pelas quais lutar que não faz sentido transformar a música em mais um campo de batalha. A arte é uma forma de expressão da alma, é uma maneira de as pessoas contarem suas histórias e mostrarem ao mundo como enxergam a vida.

No fim das contas, não precisamos gostar de todos os estilos musicais, mas precisamos respeitar o direito de cada pessoa se expressar. A música não precisa nos dividir. Pelo contrário, ela tem o poder de aproximar pessoas que, fora dela, talvez nunca tivessem a oportunidade de se conhecer.

Cyntia Menezes —

Sua passagem pela Vita Brevis Crew colocou você em contato com nomes importantes da cultura hip-hop, como Sandrão, do RZO, e Edy Rock. Que legado essa vivência deixou na sua formação e na maneira como você enxerga a cultura de rua e o movimento do rap no Brasil?

TW O Procurado —

Minha passagem pela Vita Brevis Crew foi relativamente rápida, até porque o projeto não durou muito tempo. Foi uma experiência que teve seus pontos positivos, mas também me trouxe aprendizados sobre as relações e a dinâmica do mercado musical.

Na minha percepção, houve um desequilíbrio na valorização dos artistas envolvidos. Acredito que a influência e a rede de contatos de alguns de nós ajudaram a aproximar artistas importantes e abrir portas para o projeto, mas, com o tempo, a atenção acabou se concentrando principalmente nos nomes de maior renome. Quem também havia contribuído para construir essas conexões acabou ficando em segundo plano. Foi uma experiência que me fez refletir sobre reconhecimento, parceria e sobre a importância de valorizar todas as pessoas que ajudam a construir um projeto.

Por outro lado, foi muito positivo poder fazer parte daquele universo e ter a oportunidade de conhecer pessoas importantes para a cultura hip-hop, como o Sandrão, do RZO. Poder dizer que eu fazia parte da mesma crew que ele representava, naquele momento da minha carreira, me dava uma credibilidade que eu ainda estava construindo.

Aquela vivência me trouxe conhecimento de mercado, experiência e, principalmente, confiança. Foi um período em que meus números no rap cresceram bastante e em que comecei a alcançar resultados cada vez mais expressivos, até chegar ao meu primeiro milhão.

Mas essa experiência também mudou a maneira como enxergo a cultura hip-hop e a sociedade como um todo. Ela abriu meus olhos para questões como apropriação cultural, reconhecimento e valorização de quem realmente constrói as coisas no dia a dia.

Eu sou um artista branco dentro de uma cultura que tem suas raízes na população negra, e sou grato pelo espaço que encontrei no hip-hop e pelo acolhimento que recebi. Tenho consciência de que existem questões sobre as quais preciso reconhecer meu lugar de fala, mas acredito que também é importante refletir sobre as contradições que existem dentro desse mercado.

O que passei a perceber é que, muitas vezes, uma cultura construída por pessoas que historicamente tiveram menos acesso a oportunidades acaba sendo explorada, enquanto aqueles que fazem o trabalho, movimentam a cena e abrem caminhos ficam para trás. Ao mesmo tempo, quem já está em posições de destaque tende a concentrar mais oportunidades e reconhecimento.

Não vejo isso como uma questão exclusiva do hip-hop, porque essas dinâmicas também aparecem em outros espaços da sociedade e da indústria musical. Mas viver aquela experiência me fez enxergar essas relações com muito mais clareza.

A Vita Brevis me ensinou muito sobre música e mercado, mas também me fez refletir sobre quem constrói uma cultura, quem se beneficia dela e quem acaba sendo deixado de lado. Foi um aprendizado que ultrapassou a minha carreira artística e mudou a maneira como observo a sociedade. No fim, entendi que as conexões podem abrir portas, mas que precisamos ter consciência do nosso próprio valor e reconhecer o valor de todas as pessoas que contribuem para construir uma cena cultural.

Cyntia Menezes —

Você também construiu uma carreira nos bastidores, trabalhando como produtor, compositor, empresário e A&R. Em que momento percebeu que poderia contribuir para a música não apenas como artista, mas também ajudando a desenvolver carreiras de outros profissionais?

TW O Procurado —

Acredito que tudo começou quando eu estava à frente da banda Adams, a banda de rock com a qual consegui avançar mais na indústria musical. Naquela época, comecei a estudar no IAV, onde fiz o curso de sonorização com Marcelo Claret e sua equipe de professores.

Foi ali que comecei a entender melhor o que existia por trás de um show e de uma produção musical. Aprendi sobre montagem de palco, sonorização e toda a estrutura necessária para fazer um espetáculo acontecer. Depois, comecei a pegar trabalhos como freelancer, atuando como PA, montando palcos e até carregando caminhões de equipamentos. Aos poucos, fui me aprofundando em outras áreas, direcionando vozes e aprendendo sobre mixagem e masterização.

Acredito que foi nesse período que comecei a desenvolver uma visão mais ampla da música. Passei a entender não apenas o meu papel como artista, mas também como as diferentes peças de um projeto precisam funcionar juntas para que ele dê certo.

Depois disso, as coisas aconteceram naturalmente. As pessoas começaram a perceber minha capacidade de contribuir com ideias e soluções, e fui assumindo novas funções dentro do mercado.

Eu costumo brincar que não sou necessariamente um grande produtor ou um grande empresário: sou um bom pitaqueiro! Sou aquela pessoa que olha para um projeto, identifica onde está o problema, enxerga o que pode melhorar e tenta apresentar uma solução. Acho que essa é uma das minhas maiores habilidades, tanto na produção musical quanto na gestão de carreiras.

Também acredito que tenho facilidade para negociar. Venho de uma família de vendedores, então essa capacidade de conversar, entender interesses, encontrar oportunidades e construir acordos sempre esteve muito presente na minha vida.

No fim, foi a soma de tudo isso — a vivência artística, o conhecimento técnico, a experiência prática nos bastidores e a habilidade de identificar problemas e encontrar soluções — que me permitiu ampliar minha atuação na música. Eu não precisei abandonar o artista para me tornar um profissional dos bastidores. Na verdade, foi justamente a minha experiência como artista que me ajudou a compreender melhor as necessidades de outros artistas.

Cyntia Menezes —

Em 2018, você criou a É A True, que passou por reconhecimento, mudanças, desafios e até um período de pausa entre 2023 e 2025. O que esse intervalo representou? Foi um tempo de reconstrução, amadurecimento ou uma mudança necessária na forma de fazer negócios na música?

TW O Procurado —

É A True nasceu depois de uma sequência de decepções pessoais e profissionais. Eu vinha de uma experiência com o grupo Porventura, em que algumas relações importantes acabaram abalando minha confiança. Prefiro não entrar muito nesses detalhes, mas aquele momento me levou a iniciar minha trajetória solo e, depois de atravessar uma fase bastante difícil da minha vida, a construir o que viria a ser a É A True.

Desde então, o projeto passou por muitas fases, reuniu amigos, artistas e pessoas que fizeram parte dessa caminhada. Também enfrentamos perdas muito dolorosas. Uma delas foi a morte de Noowz Brenno Albuquerque, meu companheiro no grupo Wanted Underground. Foi uma perda muito difícil, que faz parte da história e da memória de tudo o que construímos.

Depois veio a pandemia, que foi devastadora para muitas pessoas e também trouxe grandes desafios para nós. Mais tarde, nos mudamos para São Paulo, e minha trajetória profissional passou por outras transformações. Cheguei a me tornar sócio de Santiago Ferraz, ex-técnico de som do Tim Maia. Foi uma experiência em que enfrentei muitas dificuldades, mas também aprendi bastante, principalmente sobre parcerias, contratos e sobre a importância de entender muito bem as condições de cada negócio antes de assumir um compromisso.

Todas essas experiências contribuíram para o meu amadurecimento, tanto como profissional quanto como pessoa. Aprendi que ter paixão pela música é fundamental, mas que também precisamos desenvolver uma visão empresarial, saber escolher parceiros e compreender que nem toda oportunidade é necessariamente o melhor caminho.

Mas existe algo que considero importante esclarecer: para mim, a É A True nunca deixou de existir. Talvez tenha havido um período em que paramos de utilizar o nome publicamente, mas o movimento, as ideias, as relações e, principalmente, o amor pelo que fazemos continuaram vivos. Mesmo durante a fase em que estávamos ligados à gravadora do Santiago, aquilo que representava a É A True continuava presente.

Por isso, não vejo esse retorno simplesmente como a retomada de uma marca que ficou parada. Vejo como a continuidade de uma história que passou por muitas transformações e que agora chega a uma nova etapa, com mais experiência, maturidade e clareza sobre o que queremos construir.

A É A True está voltando com força total porque sua essência nunca deixou de existir. O que muda agora é a forma de transformar essa essência em oportunidades reais, com uma estrutura mais consciente e preparada para desenvolver artistas e projetos musicais.

Cyntia Menezes —

Em 2026, a É A True chega com a proposta Nova Geração. O que muda nessa nova fase? Que tipo de estrutura, oportunidades e acompanhamento você pretende oferecer aos artistas que desejam profissionalizar suas carreiras?

TW O Procurado —

A É A True Nova Geração chega justamente para mostrar que muita coisa vai mudar em relação a tudo o que vivemos até aqui, principalmente na forma de trabalhar com os artistas e desenvolver seus projetos.

Hoje, temos mais foco, mais experiência nos negócios da música, mais confiança, mais contatos e uma visão musical ainda mais ampla. Tudo o que vivemos ao longo desses anos nos trouxe aprendizados importantes, e queremos usar essa experiência para construir algo mais sólido e consistente.

Acredito que a Nova Geração veio para evitar os erros do passado, preservar aquilo que fizemos de bom e fortalecer tudo o que aprendemos durante essa caminhada. Não se trata de negar nossa história, mas de evoluir a partir dela.

Vejo com muito otimismo o que estamos construindo. Temos uma estrutura, um time e uma visão de mercado que me deixam bastante confiante em relação ao futuro. Queremos trabalhar com mais estratégia, entender as necessidades de cada artista e construir projetos com uma perspectiva profissional e de longo prazo.

A É A True sempre teve sua essência ligada à música e às pessoas que fazem parte desse movimento. Agora, queremos transformar toda essa bagagem em uma nova etapa de crescimento, com mais organização, direcionamento e oportunidades.

Ainda tem muita coisa boa vindo por aí. Estamos trabalhando para construir algo que represente verdadeiramente essa nova fase, e podem ter certeza de que a É A True Nova Geração ainda vai dar muito o que falar.

Cyntia Menezes —

Hoje, com as plataformas digitais, a inteligência artificial e as redes sociais, lançar uma música parece mais simples do que nunca. Mas construir uma carreira continua sendo um desafio. Na sua avaliação, o que falta aos novos artistas para transformar visibilidade em público fiel e sustentabilidade profissional?

TW O Procurado —

Acredito que hoje é muito mais fácil lançar uma música do que construir uma carreira. Mas existe uma questão que considero fundamental: o público também precisa aprender a valorizar mais a música e os artistas.

Um médico ouve música, um engenheiro ouve música, um advogado ouve música. Profissionais de tantas áreas valorizadas pela sociedade consomem música todos os dias, seja no caminho para o trabalho, nos momentos de lazer ou nas comemorações. Então, por que o músico nem sempre recebe o mesmo reconhecimento? Por que ainda existe essa ideia de que trabalhar com música não é trabalhar de verdade? A música exige estudo, investimento, dedicação e profissionalismo, como qualquer outra profissão.

Outra coisa que me chama a atenção é que muitas pessoas só valorizam um artista depois que ele estoura. Quando chega ao mainstream, todo mundo quer ouvir e acompanhar. Mas e aquele músico que está começando, que mora no seu bairro, toca na sua cidade e está tentando conquistar seu espaço?

O artista que hoje é famoso também já foi desconhecido. Ele também começou do zero e precisou de pessoas dispostas a ouvir seu trabalho. Não estou dizendo que todo mundo precisa gostar de todos os artistas, mas precisamos dar oportunidade a quem está começando. Não podemos esperar que alguém faça sucesso para só então reconhecer seu valor.

Claro que o artista também precisa fazer sua parte: estudar, desenvolver sua identidade, ter boas músicas, trabalhar com bons produtores e aprender a se comunicar com o público. Não basta lançar uma faixa; é preciso construir uma relação com as pessoas e entender o mercado.

É justamente aí que entra a É A True. Temos um estúdio com equipamentos e acústica de alto nível, profissionais de diferentes áreas e espaços para fotografia e produção audiovisual. Nosso objetivo é oferecer ao artista um suporte completo, desde a produção musical até registros de obras e fonogramas, direitos autorais, questões burocráticas e oportunidades comerciais, como a venda de shows.

Queremos que o artista encontre em um só lugar a estrutura e a orientação necessárias para desenvolver sua carreira com profissionalismo.

No fim, acredito que precisamos das duas coisas: artistas preparados e um público que valorize o trabalho que existe por trás da música. Todo artista que hoje está no mainstream um dia começou de algum lugar. Se queremos ver novos talentos crescerem, precisamos aprender a valorizar também quem ainda está dando os primeiros passos.

Cyntia Menezes —

Depois de tantos anos vivendo a música em diferentes posições — artista, produtor, empresário e A&R —, que conselho você daria a quem está começando agora? E qual é o principal legado que TW O Procurado deseja deixar para a próxima geração da música brasileira?

TW O Procurado —

Primeiro, quero agradecer pela oportunidade desta entrevista e a todos que estão lendo, aos meus fãs, aos artistas que caminham comigo e a todas as pessoas que acreditam no meu trabalho e me apoiam nessa trajetória.

Acredito que meu principal legado como TW O Procurado seja ajudar os artistas a continuarem fazendo música com um sorriso no rosto, com amor no coração e com aquela vontade genuína que a gente tem no começo: “Vou lançar meu som, vou realizar meu sonho e vou conseguir dar uma vida melhor para minha família”.

Eu não quero alimentar sonhos com falsas promessas. Quero ajudar as pessoas a sonharem com os pés no chão, mostrando que os sonhos podem, sim, ser realizados, mas que a música exige dedicação, estudo, planejamento e muita persistência. É uma indústria, tem suas dificuldades e nem sempre as coisas acontecem no tempo que imaginamos. Meu papel é ajudar o artista a compreender essa realidade sem deixar que ela destrua sua paixão pelo que faz.

Quero que as pessoas encontrem um ambiente em que sejam acolhidas, respeitadas e tratadas com profissionalismo. Que possam entrar em um estúdio, sentir-se bem, trabalhar com pessoas que respeitem sua arte e entender que aquilo que estão fazendo é um trabalho de verdade.

Ainda existe um olhar preconceituoso sobre a profissão de músico. Muitas vezes, quando alguém diz que trabalha com música, a primeira pergunta é: “Mas você trabalha com o quê além da música?”. Como se viver da própria arte não fosse uma profissão. Quero contribuir para mudar essa percepção e mostrar que o músico é um profissional que merece respeito, reconhecimento e condições dignas para exercer seu trabalho.

E, para a próxima geração, minha mensagem é simples: continue fazendo música, continue acreditando e continue amando aquilo que você faz. Acima de tudo, não desista de você.

Se a vida te levar por outros caminhos, se as dificuldades forem grandes e você precisar seguir outra profissão, siga em frente. A vida tem seus próprios caminhos e nem sempre tudo acontece como planejamos. Mas não tire a música do seu coração.

A música cura, a música transforma e a música salva vidas. E eu acredito que ela salvou a minha também.

Um grande abraço a todos e muito obrigado!

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