Rede TEA Hapvida Aracaju atende mais de 1.300 pacientes infantis por mês e aposta em terapia interacional para desenvolver fala funcional e socialização
A fonoterapia oferecida pela Rede TEA Hapvida Aracaju tem transformado a vida de mais de 1.300 pacientes infantis em Sergipe. O tratamento tem garantido avanços significativos na comunicação, na socialização e na qualidade de vida de crianças neurodivergentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e de suas famílias.
Quem explica o processo é a fonoaudióloga da Hapvida, Simone Andrade, que acompanha diariamente a evolução dos pequenos pacientes. De acordo com a especialista, cada avanço é único e vai muito além da fala. “Cada pessoa é única. Cada um tem sua peculiaridade, sua individualidade”, afirma.
Simone explica que muitos pacientes possuem um vocabulário amplo armazenado, mas não conseguem utilizá-lo de forma funcional no dia a dia. O papel da fonoterapia é dar função social a essa linguagem.
“Nós vamos ajudar a desenvolver a expressividade e o entendimento da comunicação, além de utilizar da melhor maneira essa comunicação. Porque nós somos seres sociáveis e a comunicação é muito importante para que o ser humano possa ter qualidade de vida. E nessa esteira que o fonoaudiólogo entra”, destaca.
Terapia internacional simula vida real
Um dos diferenciais do atendimento na unidade de Aracaju, que hoje soma mais de 1.300 crianças atendidas, é a terapia interacional. A técnica coloca outras crianças no mesmo ambiente para reproduzir situações reais de convívio.
“Nós colocamos outras crianças para simbolizar o contexto educacional e social. A criança vai aprender a utilizar a fala de maneira funcional, vai aprender a socializar, esperar a sua vez, entender o que o outro disse, partilhar de interesses e ter intenção de comunicação”, pontua.
Telas são vilãs do desenvolvimento
Durante o atendimento, a fonoaudióloga também faz um alerta importante aos pais sobre o uso excessivo de telas. Segundo a especialista, a comunicação humana precisa de interação, algo que a tela não oferece. “A tela atrapalha o desenvolvimento da socialização real, da interação real. Para a gente desenvolver a comunicação, precisamos de uma tríade: eu, o outro e a interação social”, explica.
O excesso de estímulos rápidos e imediatistas compromete a autorregulação, a paciência e a atenção sustentada, principalmente em pacientes que já têm dificuldade de socialização.
“Quando você tira a tela, a criança pode ficar mais estressada mais agressiva, necessitando do estímulo que a tela proporciona, no caso a dopamina, o hormônio do prazer imediato. Eu oriento muitos pais, inclusive nas minhas sessões, para que eles não usem tela. Quero aquele cérebro percebendo os meus estímulos, e assim vamos ganhando confiança e evoluindo pouco a pouco”, finaliza.
Sobre a Hapvida
Com mais de 80 anos de experiência, o Grupo Hapvida é hoje o maior ecossistema de saúde da América Latina. A companhia possui mais de 75 mil colaboradores e atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.
Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado completo, com mais de 800 unidades espalhadas pelo Brasil, incluindo 84 hospitais, prontos atendimentos, clínicas médicas, centros de diagnóstico e coleta laboratorial, além de espaços especificamente voltados ao cuidado preventivo e crônico.
Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes.
Texto e foto assessoria
Fonte: Faxaju